A ligação entre formação e trabalho pode se perder depois da cerimônia de encerramento. Lucas Atanazio, empresário e fundador da ATNZO, propõe acompanhar o caminho posterior de quem participa, em vez de avaliar uma iniciativa apenas pelo número de inscrições. Os comentários tratam de um desenho possível para projetos territoriais.
“Uma escola pode conhecer o aluno, uma empresa pode conhecer a tarefa e o município pode conhecer o problema de transporte. Ainda falta alguém acompanhar a ligação entre essas partes. Boa vontade em cada instituição não garante um percurso viável para a pessoa.”
“Se o horário impede a participação de quem depende de ônibus, repetir a divulgação não resolve. Se a empresa não tem ninguém disponível para orientar, aumentar as vagas anunciadas pode aumentar a frustração. É preciso identificar a incompatibilidade concreta.”
“Pergunte também a quem desistiu. Em que momento a oportunidade deixou de caber na vida? A resposta pode indicar uma mudança pequena e útil no desenho da iniciativa, sem exigir a criação de um programa completamente novo.”
A proposta começa por um percurso delimitado, responsáveis identificados e condições de acompanhamento. Não anuncia empregos criados nem resultados já medidos. A sua utilidade depende de testar a ligação entre aprendizagem, acesso e participação real.