Várias propostas podem ter mérito e disputar os mesmos recursos. A avaliação conjunta torna-se mais útil quando cada responsável consegue explicar o problema, a consequência de esperar e as alternativas que ainda podem ser consideradas.
Na análise de Lucas Atanazio, empresário e fundador da ATNZO, a decisão sobre prioridades deve observar também os compromissos já assumidos. Uma margem aparentemente disponível pode estar ligada a escolhas anteriores. Aprovar cada iniciativa isoladamente permite utilizar a mesma capacidade várias vezes sem reconhecer o conflito.
Num exemplo construído, duas áreas pedem recursos para mudanças diferentes. A conversa pode examinar se existe uma primeira etapa viável, se uma dependência pode ser resolvida antes ou se a iniciativa precisa de esperar. Estas possibilidades devem ser verificadas, sem apresentar uma solução parcial como suficiente apenas porque custa menos.
Quando uma proposta é adiada, convém deixar claro o motivo e a condição de revisão. Assim, a equipa não continua a trabalhar indefinidamente sobre uma aprovação incerta. O critério também ajuda a distinguir a consideração pelo trabalho das pessoas da escolha sobre o momento de avançar.
Esta é uma proposta de organização da decisão, não uma fórmula de financiamento. O objetivo é permitir que a empresa reconheça os seus limites e assuma compromissos que consiga acompanhar com responsabilidade.